Permadeth (Permanent death ou PD) é a situação na qual um personagem jogável (PC) morre permanentemente e é removido de um jogo. Termos menos comuns mas com o mesmo significado são persona death e player death. Esta situação contrasta com a de jogos em que os personagens que são mortos podem ter sua vida restaurada. Este é um blog pessoal que já foi sobre jogos... agora é sobre entretenimento no geral
Só para começar o post de maneira interessante: quando você for baixar um jogo e houver no título do arquivo a palavra GOG, baixe sem medo. Isso quer dizer que o jogo vai funcionar assim que instalado. Se quiser saber o porquê, continue lendo!
Outro dia eu estava falando com um amigo de infância e comentei algo sobre o Steam. Esse amigo disse assustado: "Esse negócio ainda existe?". Ele tinha parado na época em que o Vapor era só o sistema chato de atualização de Counter Strike. Apesar dele jogar bastante no notebook e no PS3, parece que ele não tem visitado a internet...
É, colega, o Vapor não só existe, como anda com bastante força. Mas não é o único da raça de empreendimentos que tentam explorar a distribuição digital. Hoje, o Permadeth vai falar do GOG.
Distribuição digital é um fenômeno relativamente novo no mercado: através dela, quando você compra um determinado software não é adquirida nenhuma mídia física, o produto comprado é um lugar para baixar esse software sempre que quiser.
Pra quem não sabe, Vapor em inglês é Steam. E Shadowrun Returns é o primeiro da leva de jogos de desenvolvedores renomados financiados pelo KickStarter. Assim, mesmo que não pareça, este fato coloca sobre Shadowrun uma responsabilidade imensa: é aqui que vamos poder conferir pela primeira vez se dá pra confiar em produtoras de jogos quando elas vem nos pedir dinheiro através de financiamento coletivo.
Inicialmente, eu gostaria de dizer que os caras acertaram bastante durante o desenvolvimento do jogo: a primeiro e mais importante dessas bolas dentro foi, sem dúvidas, mostrar para as pessoas o que estava sendo feito. O ápice do compartilhamento de informações (e de publicidade do jogo) foi a divulgação do vídeo abaixo, mostrando como seria o gameplay.
Isso sem falar na infinidade vídeos no canal do YouTube do Harebrained Schemes (desenvolvedor). Foi realmente legal acompanhar tudo que estava sendo feito... até certo ponto. Houve um momento em que eu fiquei realmente chateado com os caras... o momento em que decidiram que o jogo ia ser vendido também via Steam.
"Mas qual é o problema com o Steam?" seria a pergunta de muitos. Pois bem, eu respondo: a partir do momento que foi fechado contrato com Steam, os usuários que não queiram usar este sistema passam a ter o uso do seu software limitado. Por exemplo: existe uma comunidade fechada dentro do Steam em que os usuários vão criando conteúdo para o jogo e se você não tem o jogo abafado em vapor, você não consegue acessar nada desta comunidade. Fora que toda vez que sair alguma atualização do jogo, você vai ter que baixar todo ele de novo se ele não estiver no vapor... entre outros problemas. Quando aconteceu o acordo pra colocar o Shadowrun no Vapor, muita gente reclamou, pois no Steam o jogo passa a ter como prioridade atender a esse sistema. Se você não quiser usá-lo, você deixou de ser o público que a produtora quer atender... apesar de ter sido você quem financiou o projeto. Enfim, como apoiador, você pode escolher usar o Steam ou não... mas, na minha humilde análise, parece não valer a pena ficar fora do vapor. Se você quiser ler o que os caras falaram sobre isso, clique aqui.
Olá olá queridos leitores! Antes de mais nada, devo me apresentar: sou Henrique, um dos novos colaboradores do blog, e pretendo escrever semanalmente. Em geral gosto de postar sobre meus assuntos favoritos, o que engloba a Nintendo, J-RPGs, a indústria de games e curiosidades gerais. Bom, feita a apresentação, vamos ao que interessa: a Microsoft revogou suas restrições para o Xbox One.
Para qualquer um que tenha acompanhado, no último mês, o anúncio do Xbox One esteve repleto de controvérsias, destacando-se as odiadas políticas de DRM, e a controversa necessidade de manter o Kinect sempre ligado e conectado. Pois bem, com o anúncio da Sony na E3:
E com isso, como todos sabem, o PS4 caiu nas graças do povo, ainda que algumas políticas da Sony quanto aos jogos usados estejam rendendo controvérsias. Porém, eis que a Microsoft resolveu ouvir o clamor popular e...alterou seus anúncios mais polêmicos (com exceção daquele lance do Kinect que comentamos acima).
- Finalmente, o fim da conexão obrigatória.
- A autenticação não será mais obrigatória.
- Fim das travas de região (e aí Nintendo, só faltam vocês!).
- Fim das restrições aos jogos usados/emprestados.
- Os jogos obtidos por download não exigirão conexão para serem jogados.
- A conexão será obrigatória apenas para a configuração inicial do console.
Confesso que me surpreendi com esta medida da Microsoft, ainda mais depois das suas últimas declarações (http://meuxbox.com/nao-quer-estar-conectado-com-xbox-one-compre-um-xbox-360/), mas parece que a reação do público falou mais alto e a casa do tio Bill resolveu dar o braço a torcer. Eu realmente estou curioso para saber se a Sony fará mais algum movimento ou tentará se garantir com a vantagem no preço. Até o momento os exclusivos do One parecem muito mais interessantes e promissores do que os do PS4.
Na tela do jogo: Os servidores estão ocupados no momento. Por favor, tente mais tarde. (Erro 37) Legenda: DRM sempre ligada. Sinta-se livre para jogar toda vez que nós acharmos que você pode. Primeira coisa: o que é DRM?
DRM é a sigla em inglês para Gestão de Direitos Digitais (Digital Rights Management). Ou, como usuários sofrendo restrições de uso do material digital que compramos, podemos chamar DRM de Gestão de Restrições Digitais.
Como assim?
DRM são as várias técnicas que empresas utilizam para controlar o conteúdo digital que você compra, geralmente para usar no seu computador.
Por exemplo, se você buscar por DRM no google, o que mais vai encontrar (além de artigos do Wikipedia nas mais diversas línguas) são pessoas reclamando da Apple. Se você comprar uma música para ouvir no seu i(ñ)Pod, você não pode simplesmente transferí-la para seu computador, iPad ou qualquer outro aparelho. Você comprou a música para ouvir no i(ñ)Pod e não pode simplesmente transferí-la para ouvir em outro lugar. Que absurdo colocar essa música pra ouvir no computador! Neste caso, o conteúdo digital que você comprou tem uso restrito a apenas um aparelho.
Agora chega de Apple e vamos ao que interessa: jogos! O que são DRM nos jogos? Pra que elas servem e como elas funcionam?
Bem, nos jogos as DRM são, basicamente, medidas contra a pirataria (Yarrrgh!). Neste mundão de meu Deus, ninguém quer trabalhar de graça e, por mais incrível que pareça, programadores de jogos também trabalham por dinheiro. Se fossem os programadores que ficassem com o dinheiro, ok... mas não é bem assim.
Enfim, existem as mais diversas estratégias para tentar impedir você, usuário, de usar um programa sem pagar por ele. A mais conhecida é o emprego de chaves-seriais (serial key), mas existem aquelas mais sofisticadas como o uso obrigatório de dispositivos USB para que o software funcione ou mesmo, a mais nova e mais chata, fazer com que o jogo funcione somente quando você estiver conectado a um servidor.
Caso você queira conhecer aplicações de restrições ao uso de jogos de computador (e o inglês estiver afiado), eu recomendo assistir à este vídeo:
Enfim, exitem aquelas DRM mais eficazes e as menos. Por exemplo, no caso dos seriais, se não houver conteúdo online em um jogo, não existe motivo para você guardar a serial pra você mesmo. Já no caso de ter que estar sempre conectado para um jogo funcionar, as cópias ilegais são bastante limitadas (aham... xD), mas você acaba colocando milhares de problemas na vida do usuário.
Na imagem: Aproveite sendo o prefeito de uma cidade que não carrega.
Um exemplo de problemas com jogos em que você precisa estar sempre conectado para funcionar foi o último SimCity. Por problemas nos servidores da EA, ninguém conseguiu jogar durante o lançamento e, depois, por mais algum tempo. Diablo 3 também rendeu horas e horas de dor de cabeça a quem comprou. Como neste jogo era necessário estar conectado aos servidores da Blizzard para jogar até no modo Single Player (ou “jogador gordo e solteiro”... tipo eu), nos dias seguintes ao lançamento do jogo era comum encontrar os servidores cheios (Erro 37) e, por mais inacreditável que isso pareça, você não podia jogar.
Para encerrar, as DRM estão aí para garantir que você compre o seu jogo e não simplesmente copie de um amiguinho ou baixe da internet. Elas estão cumprindo seu papel muito, muito, muito mal. Quando Diablo III foi lançado, já haviam maneiras de rodar sua versão pirata (yargghhh!) disponíveis para download. Eu realmente me arrependi de ter comprado o original quando experimentei lag no modo Single player. Mas o caso mais inacreditável com certeza foi o de SimCity: os servidores oficiais não estavam funcionando, mas as versões piratas (yarrrhhh!) não usavam estes servidores. Será que rodaram?